
Setembro amarelo: ambiente do trabalho pode influenciar saúde mental
A campanha ‘Setembro Amarelo’ busca promover debates sobre questões de saúde mental para prevenção do suicídio, promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria em parceria com o Conselho Federal de Medicina.
Para além de campanhas publicitárias é importante destacar a interferência dos fatores que podem contribuir para o aumento da depressão, a principal doença relacionada ao suicídio.
Entre esses fatores está o assédio moral e discriminações no meio ambiente do trabalho, que podem prejudicar a saúde mental do (a) trabalhador (a) e acarretar em depressão grave.
Esse foi o caso de um cliente do RMA, que trabalhava na indústria e após um processo seletivo interno passou a ser isolado, ter acúmulo de trabalho e sofrer discriminações. Diante dessas situações passou a ter o humor alterado, não conseguia dormir, crises de choro, pensamentos suicidas.
A perícia judicial psiquiátrica reconheceu a participação do trabalho no desenvolvimento de depressão grave.
Nesse caso, as provas para comprovar o assédio moral foram os documentos médicos deflagrados, inclusive de psicólogos e psiquiatras, para comprovar o tratamento e problemas vivenciados durante o contrato de trabalho.
A advogada e sócia proprietária do escritório RMA, Érika Mendes de Oliveira destaca que assédio moral praticado por chefia, injúria racial, bullying de colegas podem contribuir para o desenvolvimento e agravamento de doenças psiquiátricas.
Por isso, assegurar os direitos do trabalho digno é fundamental para a saúde do(a) trabalhador(a) e para evitar que se tenha um ambiente de trabalho tóxico que possa levar ao adoecimento físico e psíquico.
Quando houver situações humilhantes é preciso denunciar e quando necessário, recorrer para a recuperação de danos.




